Os contratos futuros de petróleo encerraram esta sexta-feira, dia 6, em baixa, acumulando perdas semanais moderadas. O mercado segue pressionado por preocupações relacionadas à demanda global enfraquecida e à oferta excedente, apesar da decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de estender os cortes na produção até março de 2025, anunciada na quinta-feira.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para janeiro caiu 1,61% (US$ 1,10), fechando a US$ 67,20 o barril. Já o Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 1,34% (US$ 0,97), cotado a US$ 71,12 o barril. No acumulado da semana, as quedas foram de 1,17% para o WTI e 1,0% para o Brent.

De acordo com a consultoria Capital Economics, a política de cortes da Opep+ não deverá interromper a trajetória de queda dos preços nos próximos dois anos, influenciada por uma demanda estruturalmente mais fraca. O analista Hamad Hussain prevê que o preço do Brent deve atingir US$ 70 por barril até o final de 2025 e cair ainda mais, para US$ 60, até o fim de 2026.

“A estimativa leva em conta o impacto crescente dos veículos elétricos no consumo de petróleo, especialmente na China, além do risco de que o descumprimento dos acordos da Opep+ se intensifique à medida que alguns membros busquem ampliar sua fatia de mercado”, avalia Hussain.

Apesar das tensões geopolíticas terem impulsionado os preços em 2024, a política de produção deve exercer pressão negativa em 2025, segundo análise da Julius Baer. Em meio a esse cenário de incertezas, o banco suíço prevê apenas incrementos marginais na produção global de petróleo no próximo ano. No entanto, ressalta que as promessas recentes dificilmente serão confiáveis como diretriz para os mercados.