A Magazine Luiza ou Magalu (MGLU3), mega empresa do comércio varejista e e-commerce brasileiro, teve um mal desempenho no 2T22.

Mas um fato interessante esta semana tem chamado atenção do mercado que foi o preço da varejista Magalu.

A ação iniciou o mês no valor por ação em R$2,72 no dia 01 de agosto e na sexta-feira (12/08), fechou o pregão a R$3,58, uma alta de 23,02%.

Note que, mesmo com o prejuizo reportado o mercado continua otimista sobre a empresa, podendo ter surpresas ainda este ano.

Um dos fatores que provavelmente que pode estar alavancando este preço temporariamente são os recursos do Auxilio Brasil que o governo começou a pagar neste mês.

Uma analise mais profunda do que está acontendo com a Magalu

O Magazine Luiza viu seu GMV total crescer 1% na base anual, com queda nas vendas do estoque próprio (1P, sendo -7% na base anual, mesmo apesar do efeito positivo da consolidação de KabuM!).

Isto tudo, compensada pelo desempenho dos estoque de terceiros (3P), que apresentaram crescimento de 22% anual por conta da boa performance na categoria de produtos de cauda longa.

Olhando para rentabilidade, a margem bruta expandiu 3 pontos percentuais (p.p.) na comparação anual e 0,9 p.p. em relação ao trimestre anterior, impactada positivamente pelo repasse de inflação de custos para preços e maiores receitas de serviços.

Embora o Ebitda ajustado tenha ficado estável na base anual, com margem 0,7 p.p. acima, dada a desalavancagem das lojas físicas e maiores despesas do marketplace (principalmente por conta de frete e marketing).

Já o prejuízo líquido ajustado foi de R$ 135 milhões, impactado pelo maior nível de despesas financeiras frente à taxas de juros mais elevadas no período, além de um impacto negativo da Luizacred explicado por um maior nível de inadimplência.

O que dizem os especialistas do mercado

A XP, por sua vez, destaca que a empresa conseguiu entregar geração de caixa positiva de R$ 1 bilhão (enquanto seus pares comparáveis registraram queima de caixa) impulsionada pela redução de estoques e recebíveis.

Este foi um dos destaques do Magalu em seu release de resultados, apontando que a geração de caixa operacional foi de R$ 1,3 bilhão no trimestre, reflexo principalmente da evolução do capital de giro, com redução sequencial dos níveis de estoque e aumento do saldo de fornecedores.

Os analistas ressaltam terem algumas preocupações de que categorias de alto valor/dependentes de crédito possam estar enfrentando ventos contrários na demanda incremental.

Os resultados da Allied ALLD3, por exemplo, mostraram uma demanda fraca por categorias que são essenciais para Magalu, e as verificações de canal sugerem que os fabricantes estão tendo dificuldades também.


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