A Americanas divulgou fato relevante nesta última quinta-feira (12/01/23) que assustou bastante o mercado brasileiro.

A AMER3, ticker que é listado na bolsa de valores brasileira a B3, já não estava muito bem como grande parte das empresas do varejo do Brasil.

Aliás, este é um setor complicado da bolsa, pois precisam de muita margem para ter lucro e muito crédito para o capital de giro.

Mas a Americanas divulgou um fato relevante que aponta um rombo de 20 bilhões em sua contabilidade.
Como o fato foi divulgado na quinta-feira quase no final do dia, quase nada foi sentido neste dia.

Em compensação o dia seguinte, as ações das Americanas caíram mais de 70% no dia, sendo um fato inédito para o setor.

Diversos fundos retiraram suas posições no mesmo dia, o que pode ser observado no gráfico abaixo:

A Americanas (AMER3) pode entrar com pedido de recuperação judicial

Como mencionado anteriormente, a empresa já vem de alguns difíceis em seus negócios. O total da dívida já acumulada é de 40 bilhões, isto somando os 20 bilhões encontrados recentemente.

Segundo o juiz Paulo Assed, a Americanas está suspensa de suas obrigações da empresa de pagar suas dívidas até que um pedido de recuperação judicial seja feita.

A solicitação deverá ser apresentada em até 30 dias, sob risco de perda da medida cautelar concedida anteriormente.

Em nota que as Americanas afirmaram que as "inconsistências" contábeis poderão ainda impactar o endividamento da empresa e o volume de capital de giro.

A situação do mercado varejista no Brasil


Importante lembrar da situação atual do varejo no Brasil, que não é um dos melhores momentos.

As empresas varejistas, por precisarem de muito crédito para seu capital de giro, estão sofrendo desde o inicio de 2021, quando a Selic voltou a subir novamente.

Com o novo governo e com seu descontrole nas contas públicas, ainda não há um horizonte definido sobre a taxa Selic.

O próximo mês as reuniões do Copom voltam a ser realizadas e provavelmente possam apertar ainda mais a taxa, dificultando e muito para o setor do Varejo.

Empresas como Magalu, Via Varejo, Lojas Americanas e outras, serão cada vez mais pressionadas com estes cenário.